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Cultura micronacional

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A Cultura Micronacional é o aspecto do micronacionalismo relativo a toda produção criativa e artística dos habitantes de um país simulado, bem como ao conjunto de hábitos e particularidades de cada micronação.

Tradicionalmente, as manifestações culturais são um dos aspectos mais negligenciados no micronacionalismo, especialmente o lusófono, e ocorrem esponteaneamente com pouca freqüência, quando cidadãos tomam a iniciativa de produzir obras de arte ou outras atividades culturais por conta própria. Ainda assim diversas micronações possuem instituições dedicadas à promoção e à difusão de uma cultura (micro)nacional, como museus, bibliotecas, institutos de pesquisa e academias literárias, ao passo que outras criam uma autêntica metodologia de pesquisa e operacionalização de sua cultura, como a Arqueologia Micronacional em Reunião.

Em virtude do caráter abstrato de quase todas as atividades micronacionais, os tipos de arte e peças culturais produzidas micronacionalmente são aqueles que dispensam concretude material e podem ser facilmente reproduzidos por meio eletrônico ou digital (é oportuno consultar, a esse respeito, o pensamento de Walter Benjamin sobre a reprodutibilidade técnica da arte no início do século XX). Entre estas, destacam-se principalmente a poesia e as obras de artes visuais, especialmente as chamadas pinturas eletrônicas, webarts e os cartazes de propaganda oficial.

Arte micronacionalEditar

PoesiaEditar

A poesia é a forma mais comum de expressão cultural no micronacionalismo, talvez pela maior facilidade de elaboração e publicação e pelo contato próximo dos micronacionalistas com este tipo de arte.

Lista de poetas micronacionalistas:

LiteraturaEditar

A literatura no micronacionalismo, embora possível, não é tão comumente produzida quanto a poesia. As obras narrativas de ficção que envolvem contextos micronacionais ou a vida macronacional de micronacionalistas ainda são incipientes. Por outro lado, são mais comuns os textos geofictícios, que descrevem países imaginários em forma de literatura.

Lista de escritores micronacionalistas:

MúsicaEditar

A música no micronacionalismo é, muitas vezes, restrita aos hinos nacionais dos países, que mesmo assim nem todos se dão ao trabalho de compor. Por outro lado, composições musicais específicas para micronações são mais raras, até pelo fato de haver poucos artistas da área entre micronacionalistas.

Há também um conjunto de músicas macronacionais que de alguma forma mencionam ou descrevem a criação de países imaginários e sua simulação. Para estas, consulte a Lista de músicas sobre geoficção.

Cinema, televisão e radiodifusão Editar

Algumas micronações anglófonas, como a Cibéria Oriental, tinham produção de "filmes virtuais" ou e-movies: na realidade, eram simplesmente textos de roteiros cinematográficos disponibilizados para leitura na tela, às vezes com ilustrações. Um projeto semelhante, embora não micronacional, era a CINET.

Nos idos de 2007, Lucas de Baqueiro manteve, por curto período de tempo, programas de televisão na Normandia e no Sacro Império de Reunião, funcionando entre um estilo "talk show" e "programa de crítica", abandonando o projeto logo em seguida.

Captam-se também, desde 2006, ondas de rádio irregulares de rebeldes portoclarenses, que produzem um programa semanal chamado "Direto do Beco".

O Reino da Guanabara também tem se empenhado na criação de vídeos de conteúdo cultural, tendo criado um canal noYoutube para disponibilizar os mesmos. Lá pode ser encontrado o vídeo da Coroação de Hugo I , Rei da Guanabara .

EsporteEditar

O esporte é provavelmente a manifestação cultural mais presente no micronacionalismo. Embora não exclusivamente, o futebol virtual é a modalidade mais praticada e acompanhada, especialmente entre os lusófonos.

Ver também a Lista de times micronacionais (de todos os esportes).

Folclore micronacionalEditar

O folclore tradicional de uma micronação é geralmente construído dentro de sua saga, para enriquecer a história cultural do país. Ver Cultura de Porto Claro para mais exemplos.

Há também casos em que episódios anedóticos e as chamadas lendas urbanas entram para o folclore micronacional, como no caso de paples.

Religião micronacionalEditar

A religião no micronacionalismo segue fundamentalmente duas vertentes: uma que reproduz as religiões macronacionais para o contexto da simulação, como no caso da Igreja Presbiteriana de Reunião, da Igreja Reformada Reuniã e do Califado Malê do Brasil e sua prática do islamismo; e outra que cria novas religiões ou seitas, como o culto a Melek em Orange, a Igreja Salvadora de Fábio Moraca Paulo (o Profeta), a Igreja Herculanina de Porto Claro, a Igreja Templária Restaurada dos Açores ou a Igreja de Stradvarius.

Em Valdivia, foi criada a Sociedade Teoosófica Valdiviense que se dedica ao estuda da teosofia. Também Valdivia talvez seja a primeira micronação em que a religião seja a Fé Bahá'í.

Em Pasárgada, registrou-se o episódio curto do Wundanismo, uma religião pregada por um cidadão surgido na lista, de prenome único Wundo, do qual pouco se sabe, tendo sumido pouco após.

Na Alemanha, também, produziu-se uma das Igrejas mais jocosas da história do micronacionalismo: a Igreja dos Santos dos Últimos Dias de Nosso Pai Salvador Todo-Poderoso de Olorum Jeová Elohim. Esta igreja, criada pelos auto-intulados "bispa e mãe" Juliana Benedetti de Ogum e "bispo e pai" Lucas de Oxum mesclava o catolicismo com satanismo, relgiões de matriz africana, filmes pornôs homoeróticos e política, numa crítica clara à subserviência do governo alemão e de outros governos micronacionais à Igreja Católica de Reunião.

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