Discussão:Micropédia
De Micronations
De acordo com Bruno Cava, De acordo com a Micropedia (de Bruno Cava e Rafael Figueira),
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De acordo com a Micropedia (de Bruno Cava e Rafael Figueira), anglofonia é o subconjunto do mundo micronacional formado pelas micronações em que predomina a língua inglesa.
No contexto do micronacionalismo, dormente é uma micronação inativa. Veja inatividade e extinta.
No contexto do micronacionalismo, micro-estado é uma micronação que adquiriu a qualidade da estatalidade.
micronação, Segundo Peter Ravn Rasmussen, é toda entidade que se assemelha a uma nação, possuindo “algum, muitos ou todos atributos da nacionalidade (‘nationhood’), e alguns da estatalidade (‘=statehood’); para Ravn, toda micronação, mesmo as de brincadeira, tem ao menos o potencial de se tornar uma nação verdadeira. Segundo Robert Ben Madison, são países que foram declarados independentes, mas que não obtiveram reconhecimento da comunidade internacional. Para Cláudio de Castro, micronação é uma simulação política, um hobby para quem gosta de política, história e relações internacionais, é o “país-modelismo”. Na visão de Pedro Aguiar, micronação é um hobby com o objetivo simplesmente de divertir, mas não sendo um jogo ou um país virtual. Na definição da Organização das Nações Unidas, micronação é o agrupamento nacional com menos de 2 milhões de habitantes, enquadrando-se nessa categoria o Vaticano, Tuvalu, Mônaco, Samoa Ocidental e outros países. O termo micronação é usado para descrever desde brincadeiras de um só micronacionalista (one-man-nation) até micro-estados como o principado de San Marino, na Itália, passando por um extenso espectro de tipos de micronação, conforme o grau de seriedade. Há micronações (Talossa, Atlantium etc), inclusive, que recusam ser designadas por esse termo, para não se assemelharem às micronações menos sérias. Micronação, num sentido onicompreensivo, pode ser entendida como qualquer agrupamento humano, ou mesmo de um só indivíduo, que assuma características próprias da nação, o que pressupõe a construção de um sentimento nacional, da nacionalidade, de apego aos valores assumidos, mesmo que seja unicamente o valor do entretenimento, do prazer individual. Numa acepção mais criteriosa, micronação será toda entidade com a diversidade mínima esperada de uma micro-sociedade, visando desenvolver, conscientemente ou não, cultura própria, independente do mundo exterior.
No contexto do micronacionalismo, micronacionalismo verdadeiro é uma doutrina inaugurada por Cláudio de Castro que entende os fins do micronacionalismo como o próprio micronacionalismo. Os objetivos convergentes de todos micronacionalistas e micronações deve ser a construção, manutenção e perpetuação da atividade micronacional. O micronacionalismo não é um meio para realização de outros fins, mas um fim em si mesmo. Esta tese deriva sua sustentação ao classificar o fenômeno micronacional como um hobby, já que a realização do hobby está no próprio hobby. Nesta visão, as micronações que são voltadas a outros fins, tais como círculo de amizade, auferição de lucro ou pregação extra-micronacional, não estão fazendo “micronacionalismo verdadeiro”, e tendem a se esgotar como micronações.
No contexto do micronacionalismo, mundo micronacional é o conjunto de toda a atividade micronacional; é o complexo formado por todas as micronações e micronacionalistas; é a integração das relações de cunho micronacional, ocorrendo nos diversos grupos lingüísticos. O mundo micronacional é geralmente oposto ao mundo macronacional, seguindo a dualidade micronação e macronação. Alguns entendem que o mundo micronacional faz parte do macronacional, e o que não faz parte é o extra-micronacional.
No contexto do micronacionalismo, nacionalidade Na acepção geral, é o vínculo que une o nacional à nação; é o conjunto de condições culturais, éticas, morais e filosóficas que formam a identidade nacional; é a correspondência de valores e fins entre o nacional e sua nação. Segundo Peter Ravn Rasmussen, a busca da nacionalidade, consciente ou não, é a nota característica da micronação; toda micronação tem algum grau de nacionalidade e, pelo menos em potência, aspira a ser a uma nação, mesmo que microscópica. Quando a micronação busca a nacionalidade, mas não a estatalidade, ela é considerada do tipo ‘nationhood’. Sinônimo, de aplicação micronacional, é a ‘micronacionalidade’.=
No contexto do micronacionalismo, país-modelismo Micronacionalismo simulacionista, que vê a = micronação como uma simulação política, histórica ou sociológica; o mesmo que modelismo. O termo foi cunhado por Pedro Aguiar.
No contexto do micronacionalismo, paple Personagem fictício, que não se apresenta como fictício, veja paplismo. O termo foi cunhado por Matt Dabrowsky, a partir do inglês “paper” e “people” (pessoa de papel). Encontra sinônimos na língua inglesa com “paper doll” e “socket puppet”. =
No contexto do micronacionalismo, paplismo Ato de criar e manter personagem(ns) fictício(s) (paple), que se faz passar como se não fosse fictício, ou seja, criando um engodo ou farsa, por ação ou omissão de informações, para qualquer propósito micronacional. O paple pode ser criado desde motivos frívolos, por divertimento pessoal, até razões de estado, visando a espionagem, a fraude eleitoral ou a engenharia social. O paplismo é condenado veementemente em praticamente todo mundo micronacional, como crime contra a segurança das relações micronacionais, tanto entre as micronações, como entre os próprios micronacionalistas, traindo a confiança de todos.
role-playing game (RPG) são jogos em que os participantes interpretam personagens, sob a condução de um moderador, o mestre-dos-jogos. O termo é usado, geralmente com sentido negativo, a micronações nas quais o micronacionalista representa personagem(ns), em um ambiente preponderantemente fictício, imaginário. É próprio do peculiarismo. A analogia não é exata porque não há registro de micronação em que haja um mestre-de-jogos, alguém de fora da atividade micronacional que, como que divinamente, arbitre o que acontece.