Ditadura social-nacionalista
De Micronations
A Ditadura Social-Nacionalista foi um período da História de Porto Claro entre julho de 1994 e dezembro de 1996, durante a maior parte do reinado de Leonardo VI, em que o Partido Social-Nacionalista teve controle absoluto da política portoclarense e governou o país com mão-de-ferro.
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[editar] Ascensão de Leonardo VI
Ao subir ao trono, Leonardo VI cercou-se daquela aristocracia maquiavélica e com ela tramou um plano de eliminar a pequena burguesia dos imigrantes. Também planejaram um governo para Porto Claro que seria bem diferente do que já se tinha feito até então e que se basearia em outras experiências internacionais. O que pretendiam, na verdade, era um Estado forte, unitário, presente e ativo, mas também autoritário e muitas vezes antidemocrático. Assim surgiu o fascismo em Porto Claro.
[editar] O Social-Nacionalismo
O Partido Social-Nacionalista e sua doutrina, o “social-nacionalismo”, pregavam um nacionalismo exacerbado, culto à pessoa do Rei e ao Estado, obediência geral e confiança quase cega nas decisões do governo. Tentava passar a imagem de um partido vigoroso e poderoso. Para simbolizar essa imagem, Leonardo VI substituiu seu avô por Lamarcq Jackson no primeiro-ministério. Formava-se o governo que liderou o regime autoritário de 1994 a 1996. Esse partido, o PSN, foi criado por Leonardo VI e seus aliados (entre os quais podemos destacar Juarez Portro, Jacques Teccausteaux, Barbonelle Grazioso e Rodrigo Aguiar) ainda no início de 1994 e em pouco tempo após a coroação do rei, já era o partido único. Seus 12 membros do diretório central tinham poderes decisivos sobre a política nacional.
Entre os primeiros atos do PSN e o novo governo que se formava, estavam a militarização do País, com o crescimento estúpido da Guarda Real, com organização inspirada na SS nazista; o controle disfarçado aos meios de comunicação; reintrodução da Igreja Católica junto ao Estado; a elitização total da sociedade; a estatização da economia; e o ponto mais crítico: o racismo e perseguição a imigrantes.
[editar] Perseguição Étnica
Os orientais foram os que mais sofreram. Chineses, japoneses e egípcios, pequenos comerciantes, tiveram seus bens confiscados para o Estado, sua vida controlada e, finalmente, foram presos e levados para campos de concentração secretos (provavelmente nas florestas de Pirraines e Campos Bastos), de onde nunca mais retornaram. Os segredos de Estado foram ou destruídos ou estão muito bem guardados até hoje.
Histórias escabrosas que se contam é que o próprio Rei Leonardo, pessoalmente, ia fuzilar os presos, como seu passatempo predileto. Outras versões dizem que as execuções eram rotina, e variava-se de fuzilamento, forca, decapitação ou mesmo queimar a pessoa viva. Um segmento secreto da Guarda Real, chefiado (sabe-se hoje) pelo tenente Ígor Vissarianovitch, se encarregava dessa parte, inclusive de não deixar vestígios: queima-de-arquivo de possíveis desertores deviam ser comuns. Mas a grande repressão, perseguição aos civis não-brancos e idealização das execuções estava a cargo de Ziraldo Zacarias, o temível “Senhor Z”, como ficou apelidado.
[editar] Auge da Ditadura
A esta altura, fins de 1994, o PSN tinha controle absoluto de tudo, e o Rei era muito mais governante que Lamarcq Jackson. Este, apesar de ser primeiro-ministro e chefe-de-governo, era um dos últimos a saber das perseguições e pouco podia fazer. Com medo de ser perseguido também, demorou a renunciar, e só tomou coragem para isso quando viu que não estava sozinho.
[editar] Denúncias de Abusos
O chefe da Guarda Real, Capitão Barbonelle Grazioso, era um homem de origem humilde, e só cumpria ordens. Um dia, porém, se deu conta das monstruosidades que estava chefiando e se recusou a cumpri-las. Foi ameaçado pelo Rei, e deixou o comando. Foi substituído pelo então tenente Felipe Cardoso (filho de Davis Cardoso). Mas não ficou inativo. Passou a estudar a História de Porto Claro e escrever documentos denunciando as crueldades do Rei, muitos dos quais foram apreendidos. Juntou um pequeno grupo escondido que passou a organizar uma oposição e a pensar num jeito de trazer a público tudo aquilo, mas com provas.
Para isso, violaram a tumba de um dos primeiros mortos do massacre (antes eram enterrados, depois passaram a ser incinerados), um chinês, que o Governo dizia ter morrido de morte natural, e mostraram os sinais de fuzilamento. O escândalo foi tanto que nem o próprio Diário Portoclarense, colaborador do regime, pôde deixar de noticiar. O Governo estava matando os “impuros”, como eram chamados os prisioneiros. Até a Igreja protestou. Já era início de 1995, e o governo Lamarcq Jackson durou até dezembro daquele ano. O primeiro-ministro viu de fato o que seus colegas estavam fazendo, suas relações foram se deteriorando até que no segundo semestre daquele ano ele renuncia e Alfonso Damião, já o preferido do Rei e da Família Real, é o novo primeiro-ministro.
[editar] Damião e o Degelo
Antes disso, porém, fatos sacodem a sociedade aristocrática. Retorna ao País o filho de Rodrigo Aguiar, Telêmaco; o Rei se casa com a filha mais velha de Lamarcq Jackson, Ana Luísa, e Alfonso Damião desposa a caçula, Ana Maria; Ziraldo Zacarias passa a ser perseguido pelo Rei quando a oposição forja uma ofensa dele a Sua Majestade e foge do País; Felipe Cardoso é promovido a capitão; morrem o Duque de Almirão e sua filha a Rainha-mãe Luísa I.
Damião, ao assumir, deu um fim definitivo ao racismo e à perseguição, restaurou propriedades dos não-brancos, prometeu uma volta à democracia sempre adiada. Em suma, começou a abrandar o regime e tomou providências que Lamarcq Jackson não tinha tido peito para tomar. Cobrou de Leonardo VI um parlamentarismo de fato, com menos poder ao rei, e uma política social que acalmasse os ânimos do povo, que começava a confiar nas palavras de Barbonelle Grazioso.
Damião, primeiro-ministro, fez mais ainda: levou para a cama a mulher do rei, a Princesa Ana Luísa, e com ela teve a Joana Luísa, que acabou sendo coroada rainha em 1997 sem que ninguém soubesse que ela era bastarda. O caso que ele teve com a consorte durou pouco mais de um ano mas foi suficiente para causar rebuliço na corte. O rei, é claro, não sabia de nada, e Joana foi criada como princesa e herdeira do trono.
Foi graças a Alfonso Damião que Leonardo VI não ficou com a devida fama de rei sanguinário, mas os dois pagaram um alto preço por isso. Tiveram que conduzir, bem fechadamente, um governo conservador, bem direitista mesmo, mas que tentasse passar à população a imagem de bonzinho, ao mesmo tempo em que continuavam atendendo aos interesses da aristocracia, a classe dominante em Porto Claro. O PSN foi institucionalizado, na forma de partido político organizado, com Damião como líder, e a imprensa foi liberada outra vez. As pequenas empresas de serviços do Estado, como a imobiliária e a funerária, faziam gratuitamente suas funções para ganhar a simpatia do povo.
Porém de outro lado estava a oposição, agora com Lamarcq Jackson próximo a Barbonelle, ambos denunciando essas estratégias do Governo. Barbonelle, por ter sido o primeiro a romper com o regime, posava de herói e buscava adeptos entre a Guarda e entre a classe média. Lamarcq Jackson ainda tinha a marca de ex-colaborador e era mais tímido em seus ataques, sem contar que era sogro duplamente do Rei e do primeiro-ministro.
Na passagem 1995/1996 o Rei Leonardo VI está menos déspota e discursa ao povo como soberano bondoso, anunciando os planos do Governo (PSN) para as áreas sociais, a abertura política e a redemocratização do sistema.
É nessa época que ele tem que enfrentar um problema a mais, dentro de casa. Joana Luísa, a Princesa-Herdeira, que ele acreditava que fosse sua filha, tornava-se adepta de idéias socialistas e declarava publicamente seu desprezo pelo PSN e pela direita. Isso deixava Leonardo VI louco, mas seu consolo era o caçula, Fábio Luís (esse era filho legítimo, garantia Ana Luísa), que parecia seguir os passos do pai em tudo. Os irmãos (só por parte de mãe, na verdade) brigavam o tempo inteiro, especialmente na política, e chegou-se a pensar que eles poderiam travar uma guerra civil no futuro, caso o príncipe Fábio tentasse tomar o poder de sua irmã marxista.
