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Categoria: História de Porto Claro

O Golpe de 1992 ou Golpe de Porto Claro foi uma Conspiração elitista conservadora contra o Rei Daniel II, liderada por sua esposa, Joana I, o amante dela, Fabiano Goldenberg, e o primeiro-ministro, Pedro Aguiar. Na noite do dia 21 de outubro de 1992, sem testemunhas, o Rei Daniel foi morto, e a culpa foi posta em sua própria filha, a Princesa Cátia. Na madrugada do dia 22, porém, Cátia morreu misteriosamente - “picada por um escorpião”, segundo as fontes oficiais - e o crime ficou insolucionável. Logo depois, Joana I foi coroada e Pedro Aguiar recebeu carta branca para governar. O golpe trouxe modificações profundas na vida do País, entregando o controle total nas mãos do primeiro-ministro. Mais tarde, todas as partes se arrependeram, e Joana abdicou em favor de seu filho, coroado como Rei Sérgio III, que por sua vez deu fim ao controle aguiarista e instituiu o seu próprio, ligado ao PCPC.

Antecedentes

Antes do golpe, o governo fora entregue a Pedro Aguiar, antes prefeito de São Herculano, pelo Rei Daniel II. O medo que pairou sobre o primeiro-ministro era que o Rei Daniel, que tinha poder sobre o Governo, se deixasse levar pela recém-formada aliança dos dois. A Rainha Joana, pelo contrário, estava do lado de Aguiar pois confiava mais nele. Assim o primeiro-ministro conseguiu formar um acordo com a consorte para obter apoio junto ao rei.

Durante um tempo os dois cumpriram esse pacto, que foi muito importante para a conspiração que travaram, incitados por Joana, quando veio a público que o rei estava sendo traído por sua esposa com um fazendeiro brasileiro chamado Fabiano Goldenberg. A atitude normal do rei foi pedir o divórcio, porém Joana não aceitou, pois não queria perder as regalias palacianas e ainda sair com má fama. Pôs-se então a arquitetar um plano maquiavélico.

Assassinato do Rei e da Princesa

Como era interesse de Aguiar obter caminho livre para seus objetivos, e a Rainha Joana lhe prometia essa “carta branca” caso fosse monarca, o primeiro-ministro aderiu à conspiração. Reunidos com o tal Fabiano e o filho de Pedro, Rodrigo Aguiar, passaram a tramar a morte de Daniel II. A idéia elaborada era de fazer alguém acima de qualquer suspeita assassinar o rei e depois fazer queima-de-arquivo com ela, de modo a deixar o poder livre para Joana e o Clã Aguiar, eliminando junto Jeferson Pires e Fabio Ferrari do cenário político.

Nesse meio-tempo, porém, a rainha e Fabiano Goldenberg brigaram, e o ex-amante passou a ser mais uma vítima do diabólico plano que arquitetaram.

Coube a Aguiar preparar o terreno: publicou, no Diário Portoclarense a 19 de outubro de 1992, uma segunda-feira, que a Princesa Cátia não estava muito bem de saúde mental e que talvez tivesse que ser internada. Uma farsa, pois ela estava muito bem. Porém, na noite daquele mesmo dia, o rei era apunhalado e morto em seu quarto no Palácio Chifon, e Cátia considerada culpada.

As demais transações foram feitas na madrugada da terça-feira 20. Aparentemente apavorada, a Rainha discutia o que fazer com a Princesa, já que ela tinha imunidade real. O Gabinete foi convocado às pressas, telefonemas secretos foram dados e decidiu-se que Cátia deveria aguardar uma sentença em cativeiro domiciliar. Só que foi levada para o sítio de Fabiano, o ex-amante da Rainha, que ficava na periferia da cidade, e lá foi misteriosamente “picada por um escorpião” e morreu.

Na manhã do dia 20 de outubro, o DP “publicava, em letras garrafais: ‘O REI MORREU’, com o subtítulo: ‘Cátia mata o rei e o novo rei é Sérgio III.’ Embaixo, outra chamada indicava: “Sérgio não é rei legalmente”. A matéria dizia que o Rei Daniel havia morrido sem assinar o documento de ‘Declaração dos Herdeiros’. No editorial, Aguiar lamentava as mortes de Cátia e Daniel II”, como documenta a “História Resumida de Porto Claro”, do Museu Jéssica. O segundo bode expiatório, Fabiano Goldenberg, foi condenado à morte, mas a execução foi suspensa por ordem da Rainha.

Essa “Declaração dos Herdeiros” era um documento fabricado por Aguiar que, de acordo com uma lei, deveria ser assinado pelo rei para que os herdeiros do trono fossem reconhecidos. Mas sabiamente esse documento não foi entregue ao monarca, possibilitando assim a ascensão de Joana I, Rainha de Porto Claro, ao trono.

Conseqüências

O “Golpe”, como ficou conhecida a conspiração, foi o ponto de partida do domínio completo exercido por Aguiar que se seguiria. Joana, a rainha, era agora monarca mas deu a tão esperada carta branca ao primeiro-ministro, para que ele fizesse o que quisesse. Foi durante o curto reinado de Joana I que Porto Claro se viu mergulhado numa explosão de empresas do “Grupo Aguiar”, que passava a controlar praticamente tudo. Foi também nessa época que se organizaram as oposições e os conflitos com o Governo.

Aguiar, então, tomou conta do país como se fosse sua fazenda, tornando cada território não-ocupado um terreno seu, mesmo sem construir nada ali, pôs as empresas do Governo em seu nome, misturou o que eram seus negócios particulares com os negócios do Estado, pôs seus capangas para patrulhar a oposição, embargou obras de Jeferson, atacou Ferrari enquanto pôde e se concedeu o título de Duque (através da rainha, obviamente).

Joana, para consolidar seu pacto, casou-se com o Rodrigo Aguiar e com ele teve Telêmaco Daniel, que o primeiro-ministro logo adotou como neto predileto. Passou a ser uma rainha afastada da política e quase esqueceu dos filhos. Foi seu pai, Leonardo Coimbra, quem acabou de criar Sérgio. Suas idéias foram as que permaneceram na cabeça do príncipe por mais tempo.

Essas idéias, então, foram as que levaram Sérgio a tramar uma lenta vingança contra o algoz de seu pai. Articulou-se com o prefeito Jeferson Pires, o avô Leonardo Coimbra e o empresário Fabio Ferrari, que foi seu maior aliado na oposição a Aguiar.

Na eleição municipal que se seguia, o primeiro-ministro pôs como sua candidata a advogada Ludmila Aparente, concorrendo com Jeferson Pires e Roberto Lyra. Nesse momento, no entanto, Sérgio se articulou e provocou uma mudança no cenário das eleições com a criação do PCPC, o Partido Comunista de Porto Claro, que prejudicou Ludmila e ajudou Pires. Com a eleição de seu adversário, Aguiar pôde ver que Sérgio estava começando a exibir sua força e que teria que enfrentar o futuro rei como inimigo.

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