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Micronacionalismo

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O Micronacionalismo é um fenômeno humano e multifacetado, de alcance mundial, caracterizado pela concepção, construção e/ou simulação de países, chamados de micronações (numa tradução imprecisa do inglês micronation, que em português seria melhor como micropaís). Os países em miniatura ou países-modelo são chamados micronação. Os praticantes ou "cidadãos" das micronações, por sua vez, são os micronacionalistas.

Para a História do Micronacionalismo, veja o verbete História micronacional.

Por micronacionalismo, batiza-se todo um espectro de experiências coletivas baseadas em laços de identidade, através da Internet ou não.

De acordo com a Micropedia (de Bruno Cava e Rafael Figueira), micronacionalismo é "o modo de vida dos micronacionalistas, enquanto micronacionalistas."

O termo tem tantos significados quanto os de micronação, dependendo da posição filosófica adotada. Para alguns, é um hobby, cujo objetivo maior é a fruição; para outros, é uma micro-sociedade ou micro-comunidade com finalidade própria; há quem defenda ser um experimento sócio-político, simulado; e também visões que se trata de legítima expressão do mundo contemporâneo, da contracultura; ainda há visões de que é uma brincadeira, um jogo ou RPG, um movimento secessionista ou a tentativa de fundar um novo tipo de relação humana, própria da Aldeia Global do novo milênio. Em sentido geral, micronacionalismo é uma esfera da convivência humana, tão real quanto quiserem seus participantes. A palavra também é usada para significar o mundo micronacional e a ciência do micronacionalismo (ou micropatriologia).

Conceitos e interpretaçõesEditar

No micronacionalismo em língua portuguesa, isto é, o micronacionalismo lusófono, adota-se usualmente uma definição mais estrita: micronacionalismo como simulação de países ou país-modelismo, que é o conjunto das atividades micronacionais, o hobby (passatempo) de criar e participar de uma micronação.

O termo país-modelismo foi criado por Pedro Aguiar num artigo de 1997, por analogia ao aeromodelismo, ferromodelismo e outros hobbies de simulações em escala reduzida. Desta forma, o país-modelismo seria a simulação de um país em escala reduzida.

Há diversas concepções do que seja o micronacionalismo. Com efeito, a formulação do que seja precisamente o micronacionalismo é matéria de intermináveis debates da micropatriologia, não havendo, como era de se esperar, unanimidade.

No contexto da Lusofonia, em seu sentido mais estrito, micronacionalismo é entendido como simulação de países; é um passatempo, um hobby, em que se procura imitar ao máximo um estado-nação "real", isto é, uma macronação.

Segundo esta definição, muito comum, uma micronação é um modelo de uma macronação e por isso Pedro Aguiar, um dos mais importantes pioneiros do micronacionalismo, também chama esse passatempo de "país-modelismo", expressão utilizada pela primeira vez em um artigo de 1997.

Para Cláudio de Castro, o fundador do Sacro Império de Reunião, micronação é "uma simulação política, um hobby para quem gosta de política, história e relações internacionais, é o paísmodelismo".

Não obstante a definição "clássica", há outras definições possíveis para o micronacionalismo que não a corrente modelista ou simulacionista.

Para Robert Ben Madison, o criador da micronação anglófona Reino da Talossa, tratam-se de "países que foram declarados independentes, mas que não obtiveram reconhecimento da comunidade internacional".

De fato, o termo micronacionalismo é utilizado sobre todo um espectro de fenômenos coletivos, para batizar desde brincadeiras just-for-fun, lúdicas, passando pelas simulações organizadas, mais ou menos "sérias", até empreendimentos de gente realmente comprometida com a causa de conceber e afirmar uma identidade nacional em miniatura, como nas experiências concretistas (ex.: Sealand, Hutt River).

Na Lusofonia, por exemplo, algumas micronações rompem com a visão simulacionista e modelista, com destaque para a Comunidade Livre de Pasárgada, que desde o Dia da Extirpação dos Virtualismos, buscou se colocar como micronação realista, ou seja, definir-se não como simulação, mas como realidade na sua plena acepção, o que, sem embargo ter influenciado a Lusofonia, não chegou a se tornar a visão dominante.

Para Bruno Cava, um dos fundadores da realista Pasárgada, a única definição que não segrega ninguém do fenômeno do micronacionalismo, a mais tolerante, é a de nação em miniatura, admitindo-se para nação um amplo espectro semântico, dos agrupamentos humanos mais simples que aspiram à genuína autonomia até os "estados exíguos" - como Liechtenstein ou Ilha Pitcairn - que são reconhecidos pela comunidade internacional stricto sensu.

Para Peter Ravn Rasmussen, príncipe da Corvínia, o micronacionalismo faz parte da natureza humana, pois toda coletividade tribal/nacional teria começado como uma micronação.

Ver tambémEditar

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