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"Paple" (pronuncia-se "pêipou"; no plural: paples) é um termo inventado por Leandro Riente em 1993 para designar personagens fictícios desenhados em tiras de papel. Originalmente, eram apenas os cidadãos fictícios que habitaram Porto Claro de meados de 1993 ao início de 1997, controlados pelo Tutor. Mais tarde, passaram a designar qualquer cidadão fictício controlado por um cidadão carnal numa micronação. Os paples foram abolidos de Porto Claro em fevereiro de 1997, após escândalo intermicronacional envolvendo Porto Claro, a Talossa e as Províncias Unidas da Utopia.

Uma versão sustentada por Peter Ravn Rasmussen e Bruno Cava coloca a origem da palavra na Anglofonia, mediante a aglutinação de PAper ("papel") e peoPLE ("pessoas"), que teria posteriormente, em 1997, se disseminado pela Lusofonia. Para Filipe Oliveira, esta explicação é "plausível". (fonte: ARN). Esta versão, porém, ignora que o trocadilho foi exatamente o mesmo raciocínio empregado por Riente para a criação do termo, anos antes. Todavia, como os primórdios do micronacionalismo na Internet são envoltos por brumas e incertezas, não existem provas concludentes em favor de uma ou de outra teoria, o que justifica que alguns micronacionalistas suspendam o juízo a respeito, pondo uma interrogação sobre essa questão etimológica.

Vê-se, assim, que nem todo paple tem dupla-microcidadania e vice-versa: muitos cidadãos duplos usam o mesmo nome em mais de um país e muitos paples "convivem" com seu criador dentro do mesmo país.

PaplismoEditar

No jargão micronacionalista, o paplismo é uma prática baseada na criação e inserção no mundo micronacional de personagem que camufla ou esconde o indivíduo que o controla por trás da cena.

Usualmente, o "paple" tem como objetivos:

  • - Multiplicação do poder do paplista, permitindo que sejam colhidas opiniões, apoios políticos ou votos adicionais;
  • - Inflação populacional da própria micronação, recheando-a de cidadãos que, na realidade, simplesmente não existem;
  • - Espionagem de áreas que seriam de outra forma inacessíveis ao paplista e/ou sua micronação, obtendo informações privilegiadas sobre seus adversários e aliados;
  • - Provocação de intrigas e crises intermicronacionais;
  • - Fraude eleitoral em grande escala, o que, nos casos extremos, pode significar verdadeiro trabalho de engenharia social de micronações inimigas;
  • - Deleite pessoal do paplista, versão mais atenuada em que ele alega apenas querer "ser mais de uma pessoa micronacional ao mesmo tempo", que tem sido a "desculpa-padrão" quando tais casos são descobertos.

Nos primeiros passos da Lusofonia, o paplismo foi aplicado sistematicamente por Cláudio de Castro no Sacro Império de Reunião, que manteve paples até meados de 1998 - quando, por iniciativa própria, os revelou cabalmente - com a meta de promover a concorrência política e a atividade interna da micronação.

De qualquer forma, o paplismo é repudiado e condenado por praticamente todas as micronações da Lusofonia, no que não é acompanhada pela maioria das micronações anglófonas, que não repreendem, ou pelo menos não com a mesma severidade, essa prática ardilosa. De fato, dentre a Lusofonia, praticar o paplismo é conduta penalmente tipificada, com punições que variam de longas suspensões ao banimento.

Na esfera intermicronacional, no primeiro semestre de 2004, após grande repercussão do escândalo Leão V, foi aprovada por unanimidade (15-0-0), pela Liga das Micronações, em proposta conjunta da Comunidade Livre de Pasárgada e da República de Eslo, a Resolução Anti-Paple ("Anti-Paple Resolution"), que impôs duras penalidades às micronações que "mantiverem, patrocinarem ou forem coniventes" com a "questão delicada" do paplismo, qualificado, aliás, como "Crime contra a Sociedade Micronacional".

Nos últimos anos, com a flexibilização, ainda tímida, da questão da múltipla-cidadania micronacional, tem sido desenvolvida importante distinção entre esta prática e o paplismo. A múltipla-cidadania pode ocorrer sem que se configure o paplismo, quando o indivíduo que se tornou cidadão em mais de uma micronação tiver deixado claro que é o mesmo, seja utilizando o mesmo nome, seja professando abertamente o fato.

  • - PAPLES FAMOSOS:

FakismoEditar

A partir do surgimento de micronações que utilizam a plataforma Orkut, surgiu o chamado "fakismo" (referência ao termo "fake", como são conhecidos os perfis falsos de usuários do Orkut), figura correspondente ao "paplismo". A proibição do uso de perfis falsos (fakes) foi estabelecida inicialmente pela micronação Governo Virtual, sendo o fakismo definido como "o uso, ou controle de mais de um perfil do Orkut por uma mesma pessoa". A simples utilização de perfil não correspondente ao real usuário não é considerado "fakismo", mas também é proibida.

Assim como o "paplismo", o "fakismo" também é utilizado principalmente para gerar fraudes de cunho eleitoral.

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