Primeiro Governo Aguiar
De Micronations
[editar] Situação Política em 1992
O Rei Daniel II, originalmente Daniel da Silva Mesquita, reinou por pouco tempo no ano de 1992, mas ficou para sempre na História. Foi sob seu reinado que surgiu a política de Porto Claro tal como ela é hoje em dia, com seus empresários, grandes diferenças político-ideológicas e principalmente a influência de grandes líderes no curso dos acontecimentos.
Até 1992 não havia parlamentarismo em Porto Claro. O rei era chefe-de-Estado e de governo e administrava o País com seriedade, na medida do possível, com a ajuda de um gabinete de ministros nomeados por ele próprio. Também não havia parlamento.
Foi Daniel II que mudou esse quadro. Ele instituiu o parlamentarismo, deu início à redação de uma constituição (que vigorou até 1997) e lançou a pedra fundamental da introdução da democracia na vida política da nação. Casou-se cedo com Joana, filha de um industrial viúvo chamado Leonardo Coimbra, num casamento bem arranjado. Dessa união nasceram os filhos Sérgio e Cátia. Daniel II foi um rei sábio e equilibrado, mas por uma peça macabra do destino acabou tendo seu reinado decepado logo no começo.
Sua esposa, a rainha Joana Coimbra, era uma mulher que gostava de dar festas e estimular a aristocracia. Elegante, reuniu a sua volta várias pessoas elitistas e mesquinhas que passaram a ser mantidas às custas da Coroa. Em seus vários bailes e recepções que dava nos palácios e nas mansões do Reino conheceu pessoas influentes, e com algumas das quais chegou a ter casos amorosos, longe das vistas de Daniel, que agora preocupava-se com o futuro do sistema político portoclarense.
[editar] Pedro Aguiar na Prefeitura de SH
Havia, entre os nascentes políticos de 1992, um economista chamado Pedro Aguiar que colaborara e trabalhara para os L’Ambert, a família de industriais. Ainda com o apoio dessa família, Aguiar conseguiu entrar para as rodas da alta sociedade e se lançou como candidato à prefeitura da capital. Com um programa de governo que propunha reurbanização total de São Herculano (afinal, ainda era uma cidade colonial), grandes obras, incentivos à instalação de indústrias e criação de empregos, Aguiar foi eleito disparado. De fato, foi sob a administração dele que a cidade se desenvolveu mais, atingindo rapidamente o status de metrópole. Fez “Planejada”, o bairro de ruas largas e retas feito especialmente para abrigar as indústrias, numa área que era desabitada na capital. Com seu trabalho reconhecido pela população, foi reeleito e obteve novamente boa vitória, mas não sem a oposição de outro empresário já presente há mais tempo no cenário, Fabio Ferrari. No segundo mandato foi escolhido vice um cientista-ecologista de tendências esquerdistas, Jeferson Pires, que tinha projetos que não correspondiam aos interesses do prefeito e que, em pouco tempo, se tornaria oposição.
Da noite para o dia, Aguiar criou fama, ganhou a simpatia do rei e da corte, entrando para a política nacional. Era, oportunamente, nessa época que se discutia a implantação do parlamentarismo, para evitar casos em que monarcas debilitados ou não-afeiçoados com a política prejudicassem o Estado. Com o poder executivo nas mãos de um primeiro-ministro que representasse os interesses da elite, Porto Claro poderia ganhar mais estabilidade.
[editar] Governo Parlamentarista sem Parlamento
Cedendo a pressões, o Rei Daniel II institui o parlamentarismo e chama logo quem para ser chefe-de-governo: Pedro Aguiar.
Como empresário, ele passa a administrar o Estado como uma empresa: cria vários órgãos públicos, como o Banco Nacional de Porto Claro (BNPC), que emitia moeda e administrava as finanças do Governo, contratou gente qualificada, formou um gabinete de empresários que incluía Rodrigo Halfoun, dono da montadora Halfoun Motors para o ministério dos Transportes, Leandro Riente, industrial, para o ministério da Economia e Indústria, Roberto Lyra, juiz, para o ministério da Saúde e também Bruno L’Ambert para o ministério da Economia. Ou seja, entregou a cada um a área de que precisavam.
Aguiar criou o xifre, moeda nacional, porque antes eram aceitos o cruzeiro e o franco, e o imposto único, mensal, que as pessoas deveriam depositar no BNPC. Esse imposto era usado para o Governo investir em instituições públicas e pagar o funcionalismo. Também nessa época surgiu o Diário Portoclarense, jornal do próprio primeiro-ministro, e a rede de comunicações Aguiar.
As empresas estatais eram maioria, mas isso não incomodava os empresários, já que eles detinham o controle do Estado. Incomodava somente aos empresários que não participavam da “festa” de Aguiar, como Fabio Ferrari. Quando, porém, Jeferson Pires, que tinha-se tornado prefeito quando Aguiar renunciou ao cargo para ser primeiro-ministro, começou suas “reformas ecológicas” que atrapalhavam os planos de megaobras do Governo, este tentou impedi-lo. Aguiar tentou substituir Pires por Ludmila Aparente, advogada, e o prefeito pediu ajuda logo a Ferrari. Assim os dois deram início a uma oposição anti-aguiarista que duraria muito tempo.
